Trabalhadores exigem regulamentação da Lei de Segurança Privada 

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Trabalhadores exigem regulamentação da Lei de Segurança Privada 

Trabalhadores exigem regulamentação da Lei de Segurança Privada 

Trabalhadores do sector de segurança privada exigem a regulamentação da Lei de Segurança Privada e o reforço da fiscalização das empresas para garantir o cumprimento da legislação laboral. A reivindicação foi apresentada durante um encontro promovido pela Procuradoria da Cidade de Maputo, que reuniu representantes dos trabalhadores e empregadores do sector.

Estima-se que existam em Moçambique mais de 300 empresas de segurança privada legalmente reconhecidas pelo Ministério do Interior. Apesar da dimensão do sector, este continua a enfrentar vários desafios relacionados com a observância dos direitos laborais e o cumprimento das obrigações junto do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Dados apresentados durante o encontro indicam que o sector figura entre os maiores devedores ao INSS. Até Junho do ano passado, a dívida acumulada ultrapassava os 120 milhões de meticais. Para o Sindicato dos Trabalhadores de Segurança Privada, as fragilidades da legislação e a falta de regulamentação adequada contribuem para a persistência de irregularidades.

Os empregadores reconhecem a existência de problemas, mas atribuem parte das dificuldades à concorrência desleal existente no mercado. Segundo os representantes das empresas, algumas operadoras reduzem custos através do incumprimento das suas obrigações laborais e fiscais, criando desequilíbrios na actividade.

Por sua vez, a Procuradoria da Cidade de Maputo revelou que tem em tramitação mais de 300 processos contra empresas de segurança privada que não canalizaram as contribuições dos trabalhadores para o INSS.

A Procuradora-Chefe da Cidade de Maputo, Natércia Dias, manifestou preocupação com a situação, referindo que, após a instauração de processos, algumas empresas encerram as actividades sem regularizar as dívidas, deixando os trabalhadores desprotegidos e sem acesso aos benefícios sociais a que têm direito.

Perante este cenário, os trabalhadores defendem a regulamentação urgente da actividade e o reforço dos mecanismos de fiscalização, como forma de garantir maior protecção laboral e responsabilização das empresas infractoras.

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