O Hospital São Julião aguarda há quase 5 anos pela definição do Hospital do Idoso dentro da área de 240 hectares. O projeto foi lançado em 2021 e seria construído no espaço de aproximadamente 10.000 metros quadrados. Na época, o Governo do Estado autorizou um repasse de R$ 50 milhões para o projeto, com previsão de 250 leitos. O ex-governador Reinaldo Azambuja havia pedido para que a unidade recebesse o nome da Irmã Silvia Vecellio, em homenagem à presidente de honra do Hospital São Julião, pelos seus serviços prestados na saúde pública de Mato Grosso do Sul. De acordo com o presidente do hospital, Carlos Augusto Melke, o projeto está parado na Prefeitura de Campo Grande e foi custeado pela própria instituição. "Acompanhamos, porque quem pagou o projeto foi o hospital. Isso não é para financiamento, isso é apenas para apreciação de projeto técnico, mas a partir daí o Estado tem um compromisso de transformar isso numa realidade física”, explicou em entrevista ao Campo Grande News . A ideia futuramente é que o São Julião se transforme em um complexo hospitalar. “Eu imagino que o São Julião possa futuramente se transformar no grande complexo de saúde do Estado. Eu até conversei com o governador e conversei com o secretário de saúde. Eu acho que o futuro seria mais ou menos dentro dessa linha." A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber sobre o projeto e aguarda o retorno. Crescimento – O hospital registrou um crescimento de 136% no volume de procedimentos realizados nos últimos 5 anos. Em 2020, a instituição realizou 243.701 procedimentos, enquanto em 2025, o número saltou para 574.885. O Hospital São Julião encerrou o último exercício com superávit financeiro de R$ 1.015.629,35, mesmo diante de uma redução de quase R$ 2 milhões na receita em relação ao ano anterior. A queda foi provocada pela demora na renovação e pela rescisão de convênios estaduais. Apesar do cenário, a instituição investiu mais de R$ 2,5 milhões em estrutura, manutenção e expansão. Também registrou aumento nas despesas em razão de reajustes legais, da elevação dos custos dos insumos médico-hospitalares, de novas exigências assistenciais, da incorporação de inovações e da estrutura necessária para manter a competitividade da instituição. Considerando o resultado financeiro e os investimentos realizados, o montante alcançado foi de R$ 3.573.440,00. Segundo Melke, a ocupação permanece praticamente máxima durante todo o ano. "A taxa de ocupação do São Julião é quase 100% durante o ano todo, porque nessa área de oftalmologia, catarata, o hospital está na vanguarda. Transplante de córnea, o São Julião fez 80% de todos os transplantes de córnea do Estado”, pontuou. Ainda na oftalmologia, o hospital concentra a maior parte da assistência oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado. "Na oftalmologia, 70% dos atendimentos oftalmológicos do Estado é feito com o São Julião”, completou. Para ele, o hospital é referência. "Hoje é um hospital moderno, um hospital que tem índices praticamente insuperáveis aqui no Estado de infecção hospitalar. É um dos menores índices de infecção. É um hospital que tem uma entrega muito grande, faz muito procedimento com qualidade”, finalizou. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
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