Ninguém dá nada para o "Chevetão" do mecânico Thauan Gonçalves, de 28 anos, mas é justamente na pista de drift que ele faz questão de calar a boca do povo. O carro é velho, não tem maçaneta, mas dá conta do recado. Ele demorou 2 anos para fazer do carro antigo uma máquina para iniciantes no esporte. Thauan está começando agora na área de manobras e já entrou nesse universo por influência de amigos. "Tenho o Chevette há 2 anos. Eu que montei e agora que to colocando para andar. Começou com meu amigo Betinho do drift ai tomei gosto". O Chevette virou quase uma resposta ambulante para quem olha de fora e zomba do carro. Thauan conta que não se importa com as críticas ou olhares tortos. Ele conta que o veículo tem turbo carburado e relógio de tubo, o que ele chama de "kit padaria". O motor é original. "Eu chego com ele que tem o aspecto velho e a galera não dá nada para o chevetinho, aí mostro na pista que sei fazer. Não ligo para o povo zoando ele por ser velho, não dá nada. Eu quero melhorar na pista". A história apareceu durante o 2º Encontro de Carros Antigos do Rancho do Galo, evento que reuniu diferentes estilos de veículos e níveis de experiência no automobilismo. O clima era de descontração, com espaço pensado justamente para manobras controladas e exibição. Por lá também estava Betinho, de 41 anos, piloto profissional de drift. Ele já tem 5 anos de experiência em campeonatos regionais e brasileiros. Betinho relembra que drift deve ser feito em ambientes corretos, ou seja, nada de fazer isso nas ruas ou em terrenos vazios na cidade. O carro da vez foi um Omega 4.1 turbo, totalmente preparado para o drift profissional, com diversas modificações para suportar exigência de pista. O contraste com o Chevette de Thauan é evidente, mas ambos dividem o mesmo espaço e a mesma paixão pelas manobras. Sem contar muito sobre a vida, os dois se divertem falando sobre o esporte e os carros. As conquistas vêm devagar, mas também são motivos para comemorar da melhor forma, na pista.
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