Link to O presidente dos EUA deixa antecipadamente a cúpula do G7 no Canadá, alegando urgência no conflito entre Israel e Irã, e aproveita para atacar as políticas comerciais da União Europeia.O presidente dos EUA deixa antecipadamente a cúpula do G7 no Canadá, alegando urgência no conflito entre Israel e Irã, e aproveita para atacar as políticas comerciais da União Europeia.
Num desdobramento inesperado durante a cúpula do G7 no Canadá, o presidente Donald Trump deixou o encontro antes de sua conclusão oficial, justificando a decisão com a escalada das tensões no Oriente Médio após os ataques militares de Israel contra alvos iranianos. Sua partida abrupta não apenas alterou a dinâmica do evento, como também evidenciou a mudança de prioridades estratégicas dos Estados Unidos.
Antes de partir, Trump fez duras declarações contra a União Europeia, acusando o bloco de manter práticas comerciais desleais em relação aos Estados Unidos. “A Europa tem se aproveitado de nós por décadas”, disse o presidente a jornalistas. “É hora de um comércio justo — não de favoritismo.”
A saída precoce aconteceu poucas horas depois da confirmação da morte do general iraniano Ali Shadmani em um ataque aéreo israelense, fato que gerou grande preocupação sobre a estabilidade regional. Trump afirmou que retornaria a Washington para supervisionar reuniões de segurança nacional e coordenar uma resposta americana diante de uma possível escalada entre Teerã e Jerusalém.
Enquanto os líderes do G7 buscavam manter uma frente unida diante de questões globais urgentes — como o clima e a recuperação econômica —, a cúpula foi visivelmente ofuscada pelo conflito no Oriente Médio e pelas críticas incisivas de Trump aos seus aliados tradicionais. O presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Annalena Baerbock lamentaram a saída de Trump, mas reafirmaram o compromisso do G7 com o diálogo multilateral.
Analistas veem na retórica e na atitude do presidente americano uma reafirmação da doutrina “America First”, que privilegia interesses econômicos domésticos e uma diplomacia reativa, em detrimento de compromissos multilaterais duradouros. Sua decisão reacende o debate sobre o papel dos Estados Unidos no cenário internacional em um momento de crescente instabilidade global.
A cúpula terminou sem um comunicado conjunto — um gesto simbólico das crescentes divisões dentro do grupo —, levantando dúvidas sobre a coesão futura do G7 e sua capacidade de agir de forma coordenada diante de crises internacionais.
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