Sem confiança no hexa, entregadores preferem faturar durante jogos do Brasil

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Sem confiança no hexa, entregadores preferem faturar durante jogos do Brasil

Sem confiança no hexa, entregadores preferem faturar durante jogos do Brasil

Os jogos do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo 2026 estão acontecendo fora do horário comercial, no entanto, nem todos os trabalhadores estarão liberados, e alguns preferem trabalhar no momento do jogo, como é o caso de motoentregadores, que aproveitam o aumento da demanda durante as partidas. A seleção brasileira entra em campo nesta sexta-feira (19), às 20h30 (horário de Mato Grosso do Sul), para disputar o segundo jogo contra o Haiti. Enquanto isso, a maioria dos profissionais ouvidos pela reportagem pretende permanecer nas ruas durante o jogo, já que não está muito confiante no hexa. O entregador de aplicativo Adair de Lima Souza, de 38 anos, afirma que o movimento costuma compensar o trabalho. "Hoje eu prefiro trabalhar. Está tendo bastante procura durante o jogo, então compensa mais ficar na rua fazendo entregas. Não estou muito animado com a Copa, por isso prefiro trabalhar", disse. A mesma percepção tem Henrique Pereira, de 46 anos. Segundo ele, as corridas aumentam durante as partidas e garantem melhor retorno financeiro.  "Prefiro trabalhar. Está compensando mais do que assistir ao jogo e o movimento está muito bom durante a partida. Pelo iFood, vale a pena. Estou meio desanimado com a Copa por causa dos jogadores que foram convocados. Isso acabou desanimando bastante a gente", comentou. Para Alessandre Daniel, de 47 anos, que atua como entregador de aplicativo para complementar a renda, o período também é visto como uma oportunidade, principalmente diante da chuva prevista para o horario da partida.  "Prefiro trabalhar. Compensa muito. Na verdade, essa é uma renda extra para mim e vejo como uma oportunidade. Quando chove, a galera acaba parando mais e as oportunidades aparecem. Eu acompanho os jogos, mas hoje acredito que trabalhar é melhor. Não estou desanimado com a Copa, só não estou muito confiante", afirmou. Entre os entrevistados, apenas Luis Henrique Guedes, de 33 anos, não relaciona a decisão ao desempenho da seleção. Ele explica que simplesmente não tem o hábito de acompanhar futebol.  "Eu não gosto muito de assistir jogo, não. Se estiver compensando, provavelmente vou trabalhar à noite. Não estou desanimado com a Copa, é que eu não me interesso muito por futebol", relatou.

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