Rubio rejeita alegações de pressão dos EUA para afastar presidente cubano

by

Jerome Lagersie

Publish Date

Rubio rejeita alegações de pressão dos EUA para afastar presidente cubano

Rubio rejeita alegações de pressão dos EUA para afastar presidente cubano

Link to Secretário de Estado norte-americano desmente notícia do New York Times e critica reformas económicas anunciadas por Havana como insuficientesSecretário de Estado norte-americano desmente notícia do New York Times e critica reformas económicas anunciadas por Havana como insuficientes

rubioO secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou categoricamente que Washington tenha pressionado Cuba para destituir o presidente Miguel Díaz-Canel, contrariando uma notícia publicada pelo New York Times. Através de uma mensagem na rede social X, Rubio classificou o artigo como “falso” e acusou vários meios de comunicação de se basearem em fontes pouco credíveis.

Segundo o jornal norte-americano, os EUA teriam sugerido a substituição do chefe de Estado cubano, considerado resistente a reformas, embora sem defender uma mudança completa do regime. A alegação foi prontamente rejeitada pelo chefe da diplomacia norte-americana.

Apesar de afastar qualquer tentativa de ingerência direta, Rubio manteve um tom crítico em relação à situação interna de Cuba. O responsável afirmou que as recentes medidas anunciadas por Havana — que permitem à diáspora cubana investir no país e deter empresas privadas — são insuficientes para resolver a profunda crise económica.

“Cuba tem uma economia em colapso e um sistema político incapaz de a recuperar. São necessárias mudanças radicais”, declarou Rubio, conhecido pela sua posição firme contra o regime instaurado após a revolução de 1959.

Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que existem negociações em curso com Havana, afirmando que Cuba demonstra interesse em alcançar um acordo. Embora as autoridades cubanas tenham inicialmente negado esses contactos, acabaram por reconhecê-los dias depois.

O contexto é agravado pela crise económica que afeta a ilha, considerada a mais grave das últimas três décadas. A situação deteriorou-se ainda mais após a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, na sequência de desenvolvimentos recentes envolvendo o ex-presidente Nicolás Maduro.

Num cenário de tensão diplomática e dificuldades económicas crescentes, permanecem incertas as perspetivas de aproximação entre Washington e Havana, bem como o alcance das reformas em curso no país caribenho.

(Associated Medias) - All rights reserved