Resgatado com larvas após morte do tutor, Bolota espera por um lar

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Resgatado com larvas após morte do tutor, Bolota espera por um lar

Resgatado com larvas após morte do tutor, Bolota espera por um lar

Depois da morte do tutor, o pequeno Bolota teve a vida completamente mudada. O cãozinho idoso passou a vagar sozinho pelas ruas do Bairro Tarumã até ser encontrado em uma situação de extremo sofrimento, com uma grande ferida no pescoço, infestada por larvas e exalando mau cheiro. Hoje, cerca de três semanas depois, a história é diferente. Recuperado após ser resgatado pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Bolota está saudável, cheio de carinho para dar e procura um novo lar onde possa viver seus últimos anos cercado de amor. Segundo a gerente do CCZ, Cláudia Macedo, o resgate aconteceu porque moradores perceberam que o animal estava em sofrimento. Embora o órgão não faça recolhimento de cães saudáveis que vivem nas ruas, a gravidade do caso exigiu uma intervenção. "Quando ele chegou, estava com bastantes larvas de mosca na ferida. Era um caso de sofrimento evidente, então decidimos fazer o tratamento ali mesmo", explica. A equipe realizou exames, descartou leishmaniose e começou os cuidados. Foram semanas retirando larvas, limpando a lesão diariamente e aplicando medicamentos para que a pele pudesse cicatrizar. A suspeita é de que Bolota tenha sido um animal que viveu em uma casa, mas acabou abandonado após a morte do tutor. Sem alguém para cuidar dele, qualquer pequeno machucado pode ter evoluído rapidamente. "A gente não sabe exatamente como surgiu a ferida. Pode ter sido um atropelamento, uma briga com outro animal ou outro acidente. O que sabemos é que, sem tratamento, as moscas colocam ovos e as larvas acabam agravando muito a lesão", explica Cláudia. Enquanto ainda estava machucado, Bolota chegou a morder uma pessoa que tentou se aproximar. Segundo o CCZ, a reação aconteceu por causa da intensa dor causada pela ferida. Foi justamente após esse episódio que o órgão foi acionado para fazer o resgate. Hoje, completamente recuperado, ele mostra que aquele comportamento ficou para trás. "Ele é super dócil, muito tranquilo. É um cachorro perfeito para conviver com crianças, idosos e outros animais. Não tem nenhuma restrição", pontua. Com idade estimada entre 7 e 9 anos, Bolota também reúne características que fazem dos cães idosos excelentes companheiros. "Eles já têm rotina, normalmente não destroem objetos, não fazem bagunça e exigem menos energia. São animais ideais para quem procura uma companhia tranquila", destaca a gerente. Casos como o de Bolota, infelizmente, não são raros. Cláudia conta que o CCZ já recebeu outros animais em condições semelhantes, muitas vezes abandonados quando adoecem. "É muito triste. Às vezes o animal apresenta uma ferida, a pessoa deixa de cuidar e, com o clima quente, rapidamente aparecem as larvas. Infelizmente isso acontece com frequência", relata. Por isso, ela reforça que adotar um animal significa assumir um compromisso para toda a vida. "Não é só oferecer água, comida e um teto. O tutor precisa estar preparado para vacinas, vermífugos, consultas e até possíveis doenças. Quando você decide cuidar de um animal, esse compromisso é até o fim da vida dele", destaca. Atualmente, o CCZ de Campo Grande tem cerca de cinco cães adultos disponíveis para adoção. Somente até maio deste ano, o órgão já havia encaminhado 91 cães e 72 gatos para novos lares. Quem quiser dar uma segunda chance ao pequeno Bolota pode procurar o CCZ pelo telefone (67) 3313-5000. Acompanhe o  Lado B  no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .

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