“Podia ter acertado qualquer um”, diz jovem baleada dentro de casa

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“Podia ter acertado qualquer um”, diz jovem baleada dentro de casa

“Podia ter acertado qualquer um”, diz jovem baleada dentro de casa

Enquanto muita gente lembrará da vitória do Brasil sobre o Japão pelo primeiro gol da partida, uma estudante de 18 anos guarda outra imagem da tarde de segunda-feira (29), o momento em que uma bala atravessou o telhado de sua casa e caiu dentro da sala onde ela assistia ao jogo com a família. A jovem foi atingida de raspão na perna, sem ferimentos graves. Passado o susto inicial, o que mais a incomoda é pensar no que poderia ter acontecido. "Aqui tinha criança. Meu sobrinho estava em casa. Poderia ter acertado qualquer pessoa", afirma. O disparo aconteceu justamente durante a comemoração do primeiro gol brasileiro. Segundo ela, tudo ocorreu em questão de segundos. "Foi na hora do gol. A gente estava comemorando quando ouvi um estralo no telhado. Depois alguma coisa caiu, bateu numa caixa e acertou minha perna." A princípio, ninguém entendeu o que havia acontecido. A irmã da estudante chegou a acreditar que algum material em chamas tivesse caído sobre a residência. "Ela saiu correndo e começou a gritar porque pensou que fosse fogo. Depois vimos que era uma bala." Embora a investigação ainda não tenha identificado de onde partiu o disparo, a jovem acredita que o projétil tenha sido resultado de tiros para o alto, prática que, segundo ela, costuma acontecer em dias de comemoração na região. "Aqui é comum. Quando tem festa, jogo ou alguma comemoração, sempre tem gente atirando para o alto. O problema é que a pessoa atira e não pensa onde essa bala vai cair." A estudante diz que o ferimento foi leve porque o projétil perdeu força ao atravessar o telhado e o forro da residência antes de atingir sua perna. Mesmo assim, o episódio mudou a forma como ela vê esse tipo de comportamento. "As pessoas acham que é brincadeira, que não vai acontecer nada. Mas aconteceu. Eu estava dentro da minha casa e uma bala caiu do teto." O caso foi registrado pela polícia e segue sob investigação. Para a jovem, porém, a principal reflexão vai além da identificação do autor do disparo. "Foi só um raspão. Mas da próxima vez pode não ser. É isso que as pessoas precisam entender."

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