A dona de casa aposentada, Maria Silva da Costa, de 59 anos, não consegue chegar à casa do filho para visitá-lo no bairro Lageado. Indignada, ela conta que não é possível passar de moto na Rua Sílvio Selingardi, mesmo dias após alguma chuva, porque a água empoça, vira lama e até cria lodo. "Nós pagamos impostos e não fazem nada por nós", lamenta. Pelos vídeos e imagens enviados ao Campo Grande News , o cenário é de abandono que compromete a mobilidade e a qualidade de vida de quem reside ou precisa transitar pela via. As fotos enviadas à reportagem mostram que a rua, totalmente sem asfalto, transformou-se em um imenso lamaçal. Em pontos registrados aparecem grandes poças de água parada tomando conta da pista, exibindo uma coloração esverdeada que acende o alerta para os riscos à saúde pública e a proliferação de mosquitos. A situação se estende por toda a extensão visível da via e há formação de valetas e sulcos profundos na terra úmida, causados pela passagem de veículos que tentam desviar dos buracos. Sem calçadas estruturadas, os pedestres dividem espaço com os carros e com a lama acumulada nas margens. Moradores de ao menos três residências ficam praticamente isolados e só podem sair de carro, porque ir a pé é perigoso e anti-higiênico.
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