Governo corta subsídio do diesel e abre caminho para alta gradual da gasolina

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Governo corta subsídio do diesel e abre caminho para alta gradual da gasolina

Governo corta subsídio do diesel e abre caminho para alta gradual da gasolina

O governo federal anunciou a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel a partir desta quarta-feira, 1º. A decisão foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também indicou que a gasolina deve entrar no mesmo caminho, com redução gradual do benefício “muito em breve”. Segundo o ministro, a medida faz parte de uma revisão das políticas de amortecimento de preços adotadas em um cenário de instabilidade internacional. O governo vinha utilizando subsídios para conter impactos da volatilidade do petróleo, especialmente diante de tensões geopolíticas recentes. “Fomos atentos para colocar o auxílio e também seremos para retirar”, afirmou Durigan durante coletiva em Brasília com representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A subvenção ao diesel vinha sendo usada como forma de suavizar o repasse de aumentos do petróleo ao consumidor final. Com a mudança, o governo afirma que já executou mais de R$ 1 bilhão nesse tipo de apoio. Durigan disse ainda que outras camadas de subsídio seguem em análise, incluindo o benefício de R$ 1,15 por litro do diesel e o de R$ 0,44 por litro da gasolina. Também está em avaliação o impacto de medidas anteriores, como desonerações temporárias aplicadas a combustíveis. No caso do diesel, o governo argumenta que a política foi desenhada como resposta emergencial a choques externos, especialmente ligados ao mercado internacional de energia e às tensões no Oriente Médio. Com a redução dessas pressões, a equipe econômica avalia que parte das medidas perdeu sua função original. O ministro também afirmou que o Executivo não pretende manter “preços artificiais” por meio de intervenções prolongadas. A estratégia, segundo ele, é atuar de forma temporária para evitar choques mais bruscos na inflação, mas com revisão constante dos custos fiscais. A retirada do subsídio tende a aumentar a sensibilidade dos preços internos às oscilações internacionais do petróleo. O repasse ao consumidor dependerá da política de preços das distribuidoras e do comportamento do mercado global nas próximas semanas.

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