A captura de um tambacu de aproximadamente 40 quilos rendeu mais uma história para o estudante Leonardo Azambuja Garcia, de 12 anos, contar. Apesar da pouca idade, ele pratica a pesca esportiva no sistema pesque e solte desde os 4 anos e costuma viajar ao Pantanal com a família pelo menos duas vezes ao ano. Neste domingo (21), Leonardo passou cerca de 40 minutos lutando para fisgar o peixe e precisou chamar a mãe, Thaisa Azambuja, para ajudá-lo a retirar o animal da água. Acostumado a pescar no lago do Condomínio Damha, em Campo Grande, o garoto já havia capturado outros quatro peixes da mesma espécie. "Eu costumo usar uma boia cevadeira com ração. Joguei na água e fiquei uns dez minutos observando. O peixe começou a comer a ração e então coloquei um pedaço de pão francês no anzol. Quando vi que ele mordeu, fisguei", contou. Segundo Leonardo, o tambacu deu trabalho durante toda a briga. "Ele é muito forte, leva a linha para o fundo da água e fica fugindo. Quando faz isso, costuma arrebentar a linha. Dessa vez fui preparado e levei uma carretilha maior", explicou. Incentivado pelos pais e pelos avós, Leonardo pratica a pesca esportiva desde os 4 anos. Além das viagens frequentes ao Pantanal, ele já pescou duas vezes na Argentina. "Foi o maior peixe que já peguei, e ainda por cima no quintal de casa, pescando sozinho. Tive que ligar para minha mãe me ajudar a puxar", disse. O tambacu é um peixe híbrido resultante do cruzamento entre a fêmea do tambaqui e o macho do pacu. A espécie é valorizada na piscicultura por reunir características dos dois peixes, como crescimento acelerado, rusticidade e maior resistência a temperaturas mais baixas. Por alcançar grande porte e ser bastante resistente, também se tornou comum em pesqueiros e lagos destinados à pesca esportiva.
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