Quem foi adolescente nos anos 1990 e início dos anos 2000 provavelmente lembra desse nome: Colégio Latino Americano. A escola que funcionava na região central de Campo Grande formou alunos, amizades e histórias que atravessaram décadas. Entre elas, uma das mais lembradas é o tradicional arraial, que reunia estudantes, ex-alunos e até gente de outras escolas. Agora, essa memória vai ganhar uma nova edição. Ex-alunos estão organizando um "remember" do Arraial do Latino, marcado para 25 de julho, em homenagem aos 30 anos da instituição. O local ainda está sendo definido e os organizadores buscam parceiros para ajudar a viabilizar o evento. Quem quiser participar ou compartilhar histórias pode procurar o grupo pelo Instagram. A ideia surgiu a partir de uma conversa entre a jornalista Iza Lima e Wagner Takamori, ambos ex-alunos. Wagner queria reunir a turma de 1996, ano que marcou a primeira edição do arraial na chácara. Há um detalhe curioso: os dois foram justamente o casal de noivos daquela festa junina. Mas a comemoração acabou ganhando um significado maior. Ao saberem da situação de saúde do professor João Samper, fundador do colégio, os ex-alunos decidiram transformar o encontro em uma homenagem à escola e ao educador que marcou gerações. Hoje, João convive com Parkinson e recebe cuidados da família. Parte da renda arrecadada no evento também deve ajudar nos custos relacionados ao tratamento. Filha do fundador, a psicóloga Tatiana Samper acredita que o Latino deixou saudades porque oferecia algo diferente do modelo tradicional de ensino. "O objetivo era transformar a escola e a educação em algo interessante, um espaço onde os alunos quisessem estar. Não porque era obrigação, mas porque era prazeroso", resume. Ela destaca que o aprendizado acontecia dentro e fora da sala de aula. Além das disciplinas tradicionais, a escola promovia feiras de ciências, viagens ao Pantanal e a Piraputanga, atividades na chácara, museu, teatro e projetos que aproximavam alunos e professores. Essa proximidade ajudou a criar uma identidade que permanece viva décadas depois. "As pessoas se sentiam acolhidas, pertencentes e felizes", afirma Tatiana. E poucas iniciativas representam tão bem essa memória quanto o arraial. A festa cresceu a ponto de se tornar uma das mais aguardadas da cidade. Havia shows, fogos de artifício, apresentações, visitas ao museu da chácara e muita paquera entre os adolescentes. Para muita gente, foi ali que surgiram amizades, namoros e até os primeiros beijos. Tatiana lembra que o evento chegou a disputar público com grandes festas juninas promovidas por universidades e escolas da Capital. "Se tivesse Arraial do Latino e de uma escola menor no mesmo dia, era certeza da escola menor não ter público", recorda. Para ela, o reencontro será uma oportunidade de reviver um período especial da vida e celebrar as pessoas que fizeram parte dessa história. "Que elas reencontrem esses adolescentes que passaram pelo Latino, seus amigos, seus professores e essas memórias com muito carinho e alegria", deseja. A festa está marcada para o dia 25 de julho e o local ainda será definido. O contato para parcerias é pelo Instagram @arraiadulatino
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