Os casos de sarampo confirmados no estado de São Paulo, este ano, totalizavam sete até ontem (30). Diante da circulação dessa e de outras doenças no período de férias, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) orientam a ficar com a caderneta de vacinação em dia antes de viajar. Mato Grosso do Sul registrou 12 casos suspeitos de sarampo, 11 descartados e um ainda em investigação. Desde 2021 não há confirmações no Estado. Foram 10 em Campo Grande, em 2020. Em 2019, houve dois em Três Lagoas e dois em Campo Grande. Os dados foram informados pela SES. A cobertura estadual da primeira dose da vacina tríplice viral, que previne o sarampo, rubéola e caxumba, atingiu cerca de 90% do público-alvo, perto da meta de 95%. Já a segunda dose chegou a 73,10%, de acordo com números da Rede Nacional de Dados em Saúde. O sarampo é uma doença altamente infecciosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Outros países - A SES faz alerta, principalmente, para as viagens internacionais a países com surto de sarampo. "A doença, altamente contagiosa, ainda registra circulação em diversos países, o que aumenta a probabilidade de infecção, especialmente em locais com casos ativos. A SES reforça que a principal forma de prevenção é a vacinação", disse em nota. Antes, durante e depois - O Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde) da Sesau lista os cuidados necessários antes de viajar, durante e depois da viagem: 1. Procurar um serviço de saúde ou consultar um médico de quatro a seis semanas antes da viagem. Assim, haverá tempo para avaliar as vacinas necessárias e completar os esquemas, se preciso; 2. Ter em dia as vacinas mais recomendadas para viagens: hepatite A, febre amarela (obrigatória para alguns países da América Latina e América do Sul), dTpa (tétano, difteria e coqueluche) e outras como hepatite B, febre tifoide, raiva e meningite, conforme o destino e o roteiro; 3. No caso da vacina da febre amarela, é preciso apresentar o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia), disponível no site ou aplicativo "Meu SUS Digital"; 4. Beber água tratada e evitar alimentos de procedência duvidosa; 5. Usar repelente e proteger-se contra picadas de insetos; 6. Lavar bem as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel; 7. Ter um kit básico de saúde (medicamentos, curativos, termômetro e outros); 8. Se apresentar febre, mal-estar ou outros sintomas após a viagem, procurar atendimento médico e informar os locais que visitou.
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