Comandante da PM diz que vídeos de facção são reciclados para espalhar medo

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Comandante da PM diz que vídeos de facção são reciclados para espalhar medo

Comandante da PM diz que vídeos de facção são reciclados para espalhar medo

Vídeos de criminosos exibindo fuzis e fazendo ameaças em Corumbá e na fronteira voltaram a circular nas redes sociais após a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos. Nesta quarta-feira (1), o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou que as gravações são antigas e costumam ser compartilhadas novamente em momentos de grande repercussão para causar insegurança na população.  Segundo o comandante, os vídeos já eram conhecidos pelas forças de inteligência e não representam uma ameaça nova ou uma escalada recente da violência na região de fronteira. “Esses vídeos já correm há muito tempo. Eles pegam determinado momento e ficam fomentando isso, tentando causar insegurança”, declarou.  A manifestação ocorre um dia após a morte do policial militar durante perseguição a suspeitos em Corumbá. O caso mobilizou uma grande operação policial, resultando na prisão de um investigado, na morte de outro durante intervenção policial e na apreensão de armamentos de uso restrito. Um terceiro suspeito segue foragido. Apesar da repercussão do crime e da circulação dos vídeos, Garnes afirmou que a população pode confiar na atuação das forças de segurança. Segundo ele, o aparato policial foi reforçado na região e as investigações continuam em conjunto com a Polícia Civil, PF (Polícia Federal) e Polícia Boliviana.   “O nosso estado, de fato, é seguro. Orientamos a população para que não entre em situação de insegurança por causa desses vídeos”, afirmou.  O comandante também reforçou que a morte do soldado não está relacionada a uma guerra entre facções rivais, como passou a ser especulado nas redes sociais. De acordo com ele, a investigação aponta para um conflito interno envolvendo integrantes do próprio PCC (Primeiro Comando da Capital).  Ao final da coletiva, Garnes pediu confiança da população no trabalho das forças de segurança e garantiu que a resposta ao crime continuará até que todos os envolvidos sejam localizados. “Temos certeza que as ações serão fortalecidas não só aqui, mas em todo o Estado. Vamos dar a devida resposta a esse tipo de fato”, declarou.

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