A morte de Roberto de Jesus Pupo, de 66 anos, continua cercada de dúvidas para a família. O idoso morreu na tarde de segunda-feira (22), após sofrer uma queda ao desembarcar de um ônibus da linha Coophavilla II, em Campo Grande. Sem saber exatamente o que aconteceu, os parentes agora aguardam exames que possam esclarecer se ele passou mal antes da queda ou se as complicações surgiram depois do acidente. Ao Campo Grande News, a cunhada de Roberto, Marluci Souza, de 59 anos, contou que a esposa dele havia combinado de buscá-lo após uma consulta no dentista. Naquele dia, ela estava trabalhando e o marido seguiu sozinho até o compromisso. "A última informação que ele deu foi: 'já estou no ônibus'", relatou Marluci. Segundo a familiar, Roberto não chegou ao consultório. Preocupada, a esposa começou a ligar para ele e decidiu refazer o trajeto que acreditava que o marido faria após descer do coletivo. Durante a procura, chegou a uma banca próxima a um ponto de ônibus, onde recebeu a informação de que um homem com as características dele havia passado mal e sido socorrido pelo Corpo de Bombeiros. A família, no entanto, não sabe exatamente em qual ponto ocorreu a queda. "Ela desceu a pé o percurso que ele iria fazer. Quando chegou numa banca, a pessoa falou que um senhor tinha passado mal, caído e que os bombeiros tinham levado ele para a Santa Casa", contou a cunhada. Até então, os familiares acreditavam que Roberto estava internado. Ao chegarem ao hospital, porém, receberam a notícia de que ele não havia resistido. "Quando a médica veio falar com ela, já veio falar que ele tinha vindo a óbito", disse Marluci. Sem imagens do momento da queda e sem detalhes sobre o que ocorreu antes do socorro, a família ainda tenta entender a sequência dos fatos. "A gente não sabe se ele passou mal e caiu ou se caiu e depois passou mal. A gente está perdido, tentando entender o que aconteceu", afirmou. Conforme a cunhada, Roberto era diabético e tinha problemas respiratórios, mas não havia demonstrado qualquer mal-estar recente. "Nas últimas conversas ele estava normal, conversando como sempre. Não falou nada sobre estar passando mal." Ainda segundo informações repassadas pelos médicos à família, o idoso chegou à Santa Casa em estado grave, precisou ser intubado e sofreu sucessivas paradas cardiorrespiratórias. Como permaneceu internado por menos de 24 horas, a causa da morte deverá ser esclarecida por exames periciais. Na manhã desta terça-feira (23), a esposa de Roberto publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. Em um texto emocionado, descreveu a dor da perda e a dificuldade de imaginar a vida sem o companheiro. "Perdi o grande amor da minha vida e agora me resta a saudade. Sei que não serei mais a mesma sem você aqui, afinal, você era quem me fazia sorrir todos os dias", escreveu. A Polícia Civil registrou o caso como morte decorrente de fato atípico e aguarda os laudos que devem apontar o que provocou o óbito. Em nota, a Agetran lamentou a morte do idoso e informou que acompanha o caso junto ao Consórcio Guaicurus. Segundo relato preliminar da concessionária, o motorista acionou o socorro e permaneceu prestando assistência até a chegada das equipes de atendimento.
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