Ponte da Bioceânica ganha estrutura para evitar colisões de aves em voo

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Ponte da Bioceânica ganha estrutura para evitar colisões de aves em voo

Ponte da Bioceânica ganha estrutura para evitar colisões de aves em voo

O projeto da Ponte Internacional Bioceânica, que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, incorporou soluções de engenharia voltadas à proteção da fauna e do meio ambiente. Entre elas está a instalação de barreiras de segurança projetadas para serem facilmente identificadas pelas aves durante o voo, reduzindo o risco de colisões contra a estrutura. Segundo informações divulgadas pelo MOPC (Ministério das Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai, a medida busca enfrentar um problema registrado em diversas partes do mundo, onde milhões de aves morrem anualmente ao colidirem com construções como edifícios, antenas, linhas de transmissão de energia e pontes. A engenheira Diana Alarcón explicou que os dispositivos foram concebidos para aumentar a visibilidade da ponte à avifauna, permitindo que as aves identifiquem a estrutura a tempo de desviar da trajetória. Proteção do Rio Paraguai Além da proteção da fauna, o projeto também estabelece uma série de medidas para preservar a qualidade da água do Rio Paraguai durante a construção da ponte. Todo o resíduo gerado na obra recebe tratamento antes da destinação final. Entre as ações adotadas estão bacias especiais para retenção dos resíduos de concreto provenientes dos caminhões-betoneira, evitando que o material alcance o leito do rio. O plano ambiental também prevê monitoramento permanente do armazenamento e do manuseio de combustíveis e de outros insumos potencialmente poluentes, realizado por equipes técnicas e de fiscalização. As ações integram o plano de gestão ambiental elaborado pelo Consórcio PROINTEC (PROSUL-INEXA S.A. e INTEC S.A.), responsável pelo projeto e pela supervisão da obra. Financiada pela Itaipu Binacional, com investimento aproximado de US$ 100 milhões, a Ponte Internacional Bioceânica terá 1.294 metros de extensão e será o principal elo do Corredor Rodoviário Bioceânico, conectando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é ampliar a integração logística entre os quatro países e facilitar o acesso da produção sul-americana aos portos do Oceano Pacífico.

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