Pesquisadores de Dourados lideram estudo sobre riscos climáticos na agricultura

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Pesquisadores de Dourados lideram estudo sobre riscos climáticos na agricultura

Pesquisadores de Dourados lideram estudo sobre riscos climáticos na agricultura

"Do risco à decisão: soluções inteligentes para a antecipação do monitoramento de riscos climáticos na agricultura" é o nome de um estudo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que propõe prever e monitorar o impacto de eventos como seca e geada em determinadas culturas brasileiras. Ele foi lançado neste mês e será liderado por pesquisadores da instituição em Dourados.  Serão pesquisados os riscos à soja, milho e trigo, além de outras culturas relevantes, incluindo arroz, feijão-comum, feijão-caupi, mandioca, uva e maçã, por exemplo.  “Queremos fortalecer a capacidade do setor agrícola brasileiro de prevenir perdas e tomar decisões mais assertivas diante de eventos climáticos adversos”, afirma o pesquisador e líder do projeto, Danilton Luiz Flumignan. As atividades vão começar em julho deste ano e terão duração de 48 meses. No total, ficarão envolvidos 39 pesquisadores e analistas da Embrapa que integram equipes de 15 unidades pelo Brasil. A pesquisa é resultado de uma Chamada Comissionada da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento e conta com investimento inicial de R$ 2 milhões da Embrapa. Há ainda a possibilidade de cooperações técnicas e financeiras. “Os eventos climáticos extremos têm imposto desafios crescentes à agricultura brasileira e exigem respostas cada vez mais baseadas em ciência, dados e capacidade de antecipação. Este projeto reforça o compromisso com o desenvolvimento de soluções que apoiem produtores, agentes públicos e instituições financeiras na gestão dos riscos e na construção de sistemas produtivos mais resilientes”, destaca o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Clenio Pillon. Problema - O projeto propõe enfrentar a questão em três frentes. A primeira envolve o desenvolvimento de indicadores e metodologias para análise de risco climático, como sistemas de alerta precoce capazes de antecipar eventos climáticos adversos para prevenir danos e mitigar impactos.  A segunda etapa vai monitorar perdas agrícolas por meio de modelos biofísicos de simulação para estimar déficits reais de produtividade. A estratégia permitirá acompanhar, quase que em tempo real, os efeitos do clima sobre a produção agrícola nacional.  Já a terceira estratégia integrará bases de dados, ferramentas de análise e modelos de simulação num ambiente digital. A ideia é dar início a uma futura plataforma de gestão de riscos climáticos. “A ferramenta deverá oferecer painéis de visualização e análises que auxiliem tanto produtores rurais quanto agentes públicos e instituições financeiras”, detalha Flumignan. Além de apoiar o setor produtivo na adaptação e aumento da resiliência, o projeto também deverá contribuir para a otimização de políticas públicas, como seguros e crédito rural, e para o monitoramento do desempenho da economia agrícola nacional. A proposta está articulada a projetos existentes, como o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), ampliando a capacidade de análise e resposta frente aos desafios impostos pelo clima à agricultura nacional. Confira todas as unidades participantes da pesquisa: • Agropecuária Oeste – Unidade líder (Dourados/MS) • Agricultura Digital (Campinas/SP) • Agrossilvipastoril (Sinop/MT) • Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO) • Cerrados (Planaltina/DF) • Clima Temperado (Pelotas/RS) • Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA) • Meio Ambiente (Jaguariúna/SP) • Meio-Norte (Teresina/PI) • Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG) • Gerência-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento (Brasília/DF) • Soja (Londrina/PR) • Solos (Rio de Janeiro/RJ) • Trigo (Passo Fundo/RS) • Uva e Vinho (Bento Gonçalves/RS)

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