LDO: Gerson Claro vê MS pronto para crescer sem aumentar impostos

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LDO: Gerson Claro vê MS pronto para crescer sem aumentar impostos

LDO: Gerson Claro vê MS pronto para crescer sem aumentar impostos

Mato Grosso do Sul se prepara para entrar em uma nova fase de sua trajetória econômica com um orçamento próximo de R$ 28 bilhões, capacidade recorde de investimentos e um dos menores níveis de tributação estadual do país.  Os números projetados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 desenham, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro,  cenário de crescimento sustentado, em um momento em que os estados brasileiros começam a se preparar para os impactos da reforma tributária. A proposta encaminhada ao Legislativo estima receita e despesa total de R$ 27,99 bilhões para 2027. Mais do que uma previsão contábil, o documento funciona como um termômetro das perspectivas econômicas do Estado para os próximos anos. Entre os indicadores que mais chamam atenção está a evolução da Receita Corrente Líquida (RCL), principal parâmetro da saúde financeira dos governos. A expectativa é que ela alcance R$ 23,44 bilhões em 2027 e ultrapasse R$ 25 bilhões até 2029, impulsionada pelo avanço da atividade econômica e pela chegada de novos empreendimentos privados. Na avaliação do deputado Gerson Claro, o desempenho reflete uma estratégia construída nos últimos anos, baseada em equilíbrio fiscal, segurança jurídica e estímulo aos investimentos. Segundo ele, Mato Grosso do Sul conseguiu ampliar a arrecadação sem recorrer ao aumento da carga tributária. O Estado mantém a alíquota modal do ICMS em 17%, uma das menores do país, fator apontado pelo setor produtivo como importante diferencial competitivo na disputa por novos investimentos. O ambiente econômico favorável aparece também nos números da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção é que a economia sul-mato-grossense alcance R$ 267,7 bilhões em 2027 e avance para R$ 310,7 bilhões em 2029, consolidando um ciclo de crescimento impulsionado principalmente pela industrialização, pela agroindústria e pelos grandes projetos de infraestrutura em andamento. Outro dado considerado estratégico é a capacidade de investimento do Estado. A LDO prevê a aplicação de R$ 2,54 bilhões em 2027 em obras, aquisição de equipamentos e ampliação de serviços públicos. O volume deverá crescer gradualmente nos anos seguintes. Para Gerson Claro, esse indicador demonstra que o equilíbrio das contas públicas tem produzido efeitos concretos para a população, permitindo ampliar investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento regional sem comprometer a sustentabilidade financeira do Estado. O planejamento ganha importância adicional diante das mudanças que serão provocadas pela reforma tributária. Embora os efeitos mais significativos sobre a arrecadação dos estados estejam previstos para ocorrer a partir de 2029, a projeção de crescimento das receitas e da capacidade de investimento é vista como uma preparação para o novo cenário fiscal que o país começará a enfrentar. A LDO também indica manutenção do controle sobre as despesas com pessoal. Os gastos com servidores e encargos sociais estão estimados em R$ 10,23 bilhões para 2027, o equivalente a 43,62% da Receita Corrente Líquida, percentual abaixo do limite prudencial previsto na legislação fiscal. Para o presidente da Assembleia, os números mostram que Mato Grosso do Sul chega ao fim da década em uma posição diferenciada no cenário nacional, combinando crescimento econômico, investimentos públicos e estabilidade das contas governamentais. Com mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados anunciados nos últimos anos, o Estado aposta na continuidade desse ciclo para sustentar a expansão da economia, gerar empregos e fortalecer a arrecadação sem elevar impostos. O desafio, segundo ele, será manter o ritmo de crescimento em um ambiente econômico cada vez mais competitivo e marcado pelas mudanças estruturais do sistema tributário brasileiro.

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