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Link to Na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, foi apresentado um ambicioso projeto de cooperação cultural entre Itália e Moçambique, no âmbito do Plano Mattei Cultura. O Ministério da Cultura italiano escolheu a Galleria Nazionale dell’Umbria como instituição líder, atribuindo um papel central ao diretor Costantino d’Orazio. Uma iniciativa de um ano e meio que visa construir relações duradouras entre instituições, artistas e comunidades locaisNa Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, foi apresentado um ambicioso projeto de cooperação cultural entre Itália e Moçambique, no âmbito do Plano Mattei Cultura. O Ministério da Cultura italiano escolheu a Galleria Nazionale dell’Umbria como instituição líder, atribuindo um papel central ao diretor Costantino d’Orazio. Uma iniciativa de um ano e meio que visa construir relações duradouras entre instituições, artistas e comunidades locais
Maputo – A cidade acolhe com energia e curiosidade um novo capítulo da cooperação internacional entre Itália e Moçambique. No ambiente vibrante e intelectualmente dinâmico da ECA – Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, realizou-se a apresentação oficial de um projeto que pretende ser muito mais do que um simples intercâmbio cultural: um verdadeiro laboratório de relações, competências e visões partilhadas.
O projeto, inserido no Plano Mattei Cultura, representa uma das iniciativas mais significativas da estratégia italiana de cooperação com o continente africano. Não é por acaso que o Ministério da Cultura italiano tenha escolhido como entidade líder a Galleria Nazionale dell’Umbria, uma instituição que, nos últimos anos, tem demonstrado uma crescente abertura internacional e uma capacidade concreta de reinventar o papel dos museus contemporâneos.
No centro desta operação destaca-se a figura do diretor Costantino d’Orazio, cuja presença em Maputo não foi apenas institucional, mas profundamente operacional. D’Orazio movimentou-se com naturalidade entre os diferentes interlocutores, incorporando uma visão de museu como uma plataforma ativa de intercâmbio cultural. A sua intervenção sublinhou como a cooperação não deve ser um processo unidirecional, mas um diálogo equilibrado, capaz de gerar valor para ambas as partes.
O evento contou com a participação de várias figuras-chave: o Embaixador de Itália em Maputo, o reitor da Universidade Eduardo Mondlane, o diretor local da UNESCO e representantes de diversas organizações culturais moçambicanas. A diversidade dos atores envolvidos reflete a complexidade e a ambição do projeto, que pretende integrar formação, produção artística e valorização do património.
Particularmente significativa foi a escolha do local: a ECA não é apenas um espaço académico, mas um ponto de encontro de experimentação criativa e reflexão crítica. Aqui, o projeto encontrou um terreno fértil, capaz de acolher e potenciar os seus objetivos. Durante as intervenções, ficou clara a vontade de construir um percurso partilhado, colocando no centro os jovens, os artistas e os profissionais da cultura.
O programa, com a duração de um ano e meio, prevê uma série de atividades estruturadas: workshops, residências artísticas, intercâmbios académicos e momentos expositivos. O objetivo não é apenas transferir competências, mas criar uma rede estável entre instituições italianas e moçambicanas. Nesse sentido, a Galleria Nazionale dell’Umbria configura-se como um hub de ligação, capaz de ativar sinergias e acompanhar os processos ao longo do tempo.
[caption id="attachment_79493" align="alignright" width="300"] Os presidentes Chapo e Mattarella[/caption]
Costantino d’Orazio insistiu num ponto crucial: a sustentabilidade cultural. Não basta iniciar projetos; é necessário criar as condições para que estes possam continuar a existir mesmo após a sua conclusão formal. É aqui que o papel das instituições locais se torna fundamental, assim como o envolvimento direto das comunidades.
A encerrar o encontro esteve um representante do Ministério da Cultura de Moçambique, que destacou a importância deste tipo de colaborações para reforçar o sistema cultural nacional. A sua intervenção trouxe uma perspetiva concreta: a cultura como motor de desenvolvimento, identidade e diálogo internacional.
Ao sair da universidade, pelas ruas de Maputo, marcadas por uma energia vibrante e por contrastes evidentes, o significado deste projeto torna-se ainda mais claro. Não se trata apenas de arte, mas de construir pontes reais entre contextos diferentes, reconhecendo nas diferenças um recurso e não um obstáculo.
Neste cenário, a presença de Costantino d’Orazio assume um valor simultaneamente simbólico e operativo: o de um mediador cultural contemporâneo, capaz de traduzir visões em ações e de transformar um projeto institucional numa experiência partilhada. A ponte entre Itália e Moçambique foi traçada. Agora resta ver como será atravessada.
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