Investigação mira descarte de lixo em área de preservação no Imbirussu

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Investigação mira descarte de lixo em área de preservação no Imbirussu

Investigação mira descarte de lixo em área de preservação no Imbirussu

Equipe da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) realizou, na manhã desta terça-feira (30), fiscalização em terrenos na região do Portal Caiobá, em Campo Grande. A ação faz parte de uma investigação que apura o descarte irregular de resíduos em área pública e em APP (Área de Preservação Permanente) na região do Imbirussu.  Segundo o delegado Reginaldo Salomão, a região está entre os pontos considerados críticos pela polícia por concentrar descarte de entulho de obras, resíduos de demolição e lixo doméstico próximo a nascentes e córregos. "Lamentavelmente, temos grandes áreas de descarte irregular. Elegemos como prioridade a região que começa antes da Vila Nasser, passa pela Santa Luzia e segue até o Residencial Sírio Libanês. Ali existe uma área de preservação ambiental muito grande e entendemos que a situação é crítica", afirmou. De acordo com o delegado, o crescimento imobiliário na região tem contribuído para o aumento do problema. Durante as fiscalizações, a equipe encontrou restos de telhas de fibrocimento, latas de tinta e outros materiais potencialmente poluentes descartados às margens da área de preservação.  "Temos várias construções verticais e horizontais naquela região. Também há demolições de imóveis antigos. Encontramos telhas, latas de tinta e outros produtos químicos muito próximos às cabeceiras dos córregos, com risco de assoreamento e contaminação ambiental", explicou. Além dos resíduos da construção civil, a polícia também identificou descarte irregular de lixo doméstico. Segundo o delegado, muitos moradores simplesmente optam por jogar lixo nas ruas. "Estamos verificando se existe alguma falha no serviço de coleta, mas, até agora, constatamos que não. É uma questão de conscientização", disse. Salomão explicou que, no Portal Caiobá, a investigação também envolve o descarte de resíduos por pessoas em situação de rua, embora nem todos os casos tenham essa origem. "Nós identificamos algumas situações de extrema vulnerabilidade, mas nem todo o lixo encontrado é deixado por pessoas em situação de rua. Encontramos, por exemplo, restos de móveis que claramente foram descartados por moradores", afirmou. Segundo ele, a principal reclamação recebida pela Decat na região é justamente o conflito envolvendo moradores e pessoas em situação de rua que utilizam terrenos como ponto de permanência. Quando necessário, a delegacia atua em conjunto com a assistência social e outros órgãos municipais para encaminhar pessoas em situação de vulnerabilidade. Salomão alertou que proprietários de terrenos também podem responder administrativamente e criminalmente quando deixam de fazer a manutenção dos imóveis.  "Quando o proprietário não cuida do terreno e o mato invade a calçada ou obstrui o sistema de drenagem, ele também pode ser autuado e multado. Nesses casos, acionamos a Polícia Militar Ambiental, o Batalhão Ambiental e instauramos inquérito para apurar a responsabilidade", afirmou.

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