Gestores de fazendas afastados por bloquear vias de acesso em Gaza

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Gestores de fazendas afastados por bloquear vias de acesso em Gaza

Gestores de fazendas afastados por bloquear vias de acesso em Gaza

O Governo da província de Gaza confirmou o afastamento definitivo dos gestores das fazendas Muthemba e Safari, no distrito de Massangena, no âmbito de acusações de bloqueio de vias de acesso utilizadas por comunidades locais.

Em paralelo, foi aberta uma investigação a operadores suspeitos de exploração ilegal de recursos faunísticos, numa operação que aprofunda o escrutínio sobre a gestão de terras e fauna bravia na província localizada na região Sul do País.

Quem confirmou a decisão foi o secretário de Estado na província de Gaza, Jaime Neto. Revela que os gestores visados tiveram de abandonar o País, na sequência da abertura do processo na Procuradoria Provincial de Gaza.

Neto explica que o afastamento dos gestores visa garantir que as investigações decorram sem interferências, sobretudo num contexto em que se procura apurar denúncias sobre o bloqueio da circulação de pessoas nas áreas concessionadas.

“Ele foi suspenso, foi afastado… para não perturbar o normal andamento do trabalho que está a ser feito”, afirmou o secretário de Estado e explicou que a medida visa assegurar condições para a continuidade das investigações.

Paralelamente ao afastamento dos gestores das fazendas Muthemba e Gaza Safari, as autoridades intensificaram a fiscalização sobre operadores suspeitos de exploração ilegal de recursos faunísticos no distrito de Massangena.

De acordo com o secretário de Estado, o foco da investigação passa por clarificar a legalidade das actividades, incluindo eventuais abates de animais sem autorização e o cumprimento das normas de gestão de fauna bravia.

“Precisamos de ver que tipo de animais têm autorização para abater e tudo mais, porque esses animais são o nosso património”, referiu Jaime Neto e defendeu maior rigor na fiscalização das actividades económicas ligadas à fauna.

As autoridades indicam ainda que o processo de controlo não se limita às fazendas envolvidas no caso, devendo ser alargado a outras unidades de exploração na província, com verificação de licenças, contributos fiscais e funcionamento de actividades turísticas instaladas em propriedades privadas.

No terreno, as denúncias incluem também alegações de bloqueio de vias usadas por comunidades locais, situação que tem alimentado tensões entre residentes e gestores de concessões, e por isso, está sob análise das autoridades.

Com afastamentos já concretizados, o governo de Gaza quer  reforçar o controlo sobre a exploração de recursos naturais, num equilíbrio cada vez mais tenso entre interesses privados, comunidades locais e património faunístico.

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