A Caixa Econômica Federal chegou a R$ 1 trilhão na carteira de crédito imobiliário e manteve a liderança absoluta no financiamento de moradias no Brasil. O marco foi anunciado nesta quarta-feira (1º) e representa crescimento de mais de 14% em um ano. Isso significa mais contratos e mais famílias entrando no sistema de financiamento, com destaque para o Minha Casa, Minha Vida. No primeiro trimestre de 2026, a instituição originou R$ 64,2 bilhões em crédito imobiliário, alta de 30,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ritmo repete uma sequência de recordes recentes: R$ 223,6 bilhões em 2024 e R$ 246,4 bilhões em 2025 em contratações habitacionais. A maior parte desse volume tem um endereço conhecido, o programa habitacional federal. Segundo o próprio banco, cerca de 58,4% da carteira está ligada ao Minha Casa, Minha Vida, que sozinho respondeu por 659,2 mil unidades financiadas no último ano. Em evento de divulgação, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que o resultado está ligado à ampliação do acesso à moradia e à estratégia de diversificação de recursos. Em outra frente, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou o impacto social da política habitacional e a capilaridade do banco nos municípios. Apesar do peso do crédito social, o banco também tenta avançar em outros segmentos, como o financiamento para a classe média, com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A ideia é reduzir a dependência de uma única fonte de recursos e ampliar o alcance da carteira de crédito. Hoje, o banco trabalha com uma estrutura de financiamento que mistura poupança, FGTS e instrumentos de mercado, como letras de crédito imobiliário. O funding total chegou a R$ 2,03 trilhões em março de 2026, dentro de uma operação considerada estável pela instituição.
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