O nosso Serviço Regional de Saúde está pelas costuras e talvez fosse elegante dizer isto com uma voz baixa, de funcionário que tem medo da palavra verdadeira, chamando-lhe “dificuldades conjunturais”, “pressão assistencial”, “limitações transitórias”, essas mortalhas perfumadas com que se embrulha a evidência para ela não cheirar tanto a abandono, mas a verdade, que é sempre mal-educada, entra pelos corredores, encosta-se às macas, senta-se nas cadeiras de plástico das salas de espera e diz-nos
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