1990 foi um ano especial, pelo menos para mim, a estudante universitária que o meu tio Humberto foi buscar ao aeroporto nos últimos dias de Julho. Lembro-me que fiz a viagem no último avião a ligar Lisboa à Madeira. Não havia lojas, nem cafés abertos e eu sentei-me o mais perto da porta de embarque, rodeada de sacos que, por essa altura, as pessoas enchiam as bagageiras com o que não cabia na mala de porão. E eu não tinha conseguido enfiar entre a minha roupa, sapatos e livros, tudo o que desenc
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